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segunda-feira, 20 de abril de 2015

UMA GATINHA CHAMADA " SÓ " - Essa história aconteceu comigo.




UMA GATINHA CHAMADA " SÓ "... 
(História verdadeira)
Depois de cinco dias lutando pela sobrevivencia, hoje perdemos a SÓ.
Só, era uma gatinha de rua que acabou adotando nossa casa para viver, pois, via em mim e na minha mãe a oportunidade da Sobrevivência , após muito ter sofrido com a indiferença das outras pessoas; Arisca, asustada e muito brava, aos poucos fomos conquistando a sua amizade, mas, sempre desconfiada, não deixava que a gente se aproximasse dela, pois trazia em seu olhar a marca do abandono e a desconfiança no ser Humano que sempre á mal tratou; Tinha medo de tudo e de todos que se aproximassem dela, era malhada, com o peito e a ponta das patinhas branca e com os olhos como estivesse sempre pedindo misericórdia, vivia afastada inclusive dos outros animaizinhos, eis porque a chamamos de SÓ, ela vivia sempre sózinha...
Na semana passada ficou doente, fizemos de tudo para capturala e trata-la e após estar muito doente e quase sem reação se entregou em minhas mãos... Á levamos ao veterinário, começamos tratamento... Mas foi tarde demais, não se alimentava mais, eu passava dia e noite dando leite com uma siringa em sua bouca,ela quase não engolia mais, mas em seu olhar eu via o agradecimento pelo que eu estava fazendo por ela... hoje após muita luta ela morreu, deixou de sofrer, sofrimento esse que foi sinônimo da sua existência... e me deixou com o coração dolorido e muito triste por não poder fazer nada mais para salvar a sua vida...
Vai com Deus Só, Nunca te esquecerei, principalmente por tudo o que me passastes e me ensinaste nessa vida sobre amor, sofrimento e abandono. Vai Só... Com certeza Deus te reserva um lugar muito bonito ao lado dos teus amiguinhos no Plano Espiritual para você viver, pois tu nunca soubestes o que é ser feliz de verdade e da tua maneira , sempre retribuiu todo o carinho que eu tenho por tí com afeto e amor...
Vai com Deus Minha linda...
Um dia a gente se encontra !


Abraços Fraternos

Teu Amigo Josimar Fracassi.

sábado, 11 de abril de 2015

O PRESENTE - uma lição de humildade.






Dois homens , ambos gravemente doentes , estavam no mesmo
quarto de hospital.

Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma
hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de
seus pulmões .

Sua cama estava junto da única janela do quarto.

O outro homem tinha de ficar sempre deitado de
costas para a janela.

Os homens conversavam horas a fio .

Falavam das suas mulheres e famílias, das suas
casas, seus empregos, seu envolvimento no
serviço militar,locais onde eles passava as
férias ..

Todas as tardes , quando o homem da cama perto da
janela se sentava , ele passava o tempo
descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia
ver do lado de fora da janela.

O homem da cama do lado começou a viver para aqueles
períodos de uma hora, em que o seu mundo era
alargado e animado por toda a atividade e
cor do mundo do lado de fora.

A janela dava para um parque com um lindo lago de patos e cisnes brincavam na água enquanto
crianças com os seus barquinhos . jovens namorados
caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores
e uma bela vista da silhueta da cidade podia ser visto
na distância.

Quando o homem perto da janela descrevia isto tudo com
detalhes requintados , o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava esta
cena pitoresca .

Uma tarde quente, o homem perto da janela
descreveu um desfile que passava.

Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda -
ele podia vê-lo no olho da sua mente como o
senhor a retratava através de
palavras descritivas .

Dias , semanas e meses se passaram.
Uma manhã , a enfermeira chegou ao quarto trazendo
água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida
do homem perto da janela , que tinha morrido
tranquilamente em seu sono .

Ela ficou muito triste e chamou o
atendentes para que levassem o corpo .

Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem
perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela.
A enfermeira ficou feliz em fazer a troca , e
depois de ter certeza que ele estava confortável , ela deixou
ele sozinho.

Vagarosamente, pacientemente , ele se apoiou em um
cotovelo para tomar o seu primeiro olhar para o mundo real.

Fez um grande esforço e lentamente a olhar para fora da janela
além da cama .

Ele enfrentou uma parede em branco .

O homem perguntou à enfermeira o que poderia ter
levado seu companheiro falecido, que tinha
descrito coisas tão maravilhosas fora dessa
janela.

A enfermeira respondeu que o homem era cego e
nem sequer conseguia ver a parede.

Ela disse: ' Talvez ele só queria encorajar
você.

epílogo:
Há uma felicidade tremenda em fazer os outros
felizes, apesar dos nossos próprios problemas .
A dor compartilhada é metade da tristeza , mas a felicidade
quando compartilhada, é dobrada .

" Hoje é uma dádiva, é por isso que é chamado de O
PRESENTE

                                                                        Abraços Fraternos


                                                                            O    AUTOR

sexta-feira, 3 de abril de 2015

FELIZ PÁSCOA

                                      A Visão Espírita da Páscoa




                                     
Eis-nos, uma vez mais, às vésperas de mais uma Páscoa. Nosso pensamento e nossa emoção, ambos cristãos, manifestam nossa sensibilidade psíquica. Deixando de lado o apelo comercial da data, e o caráter de festividade familiar, a exemplo do Natal, nossa atenção e consciência espíritas requerem uma explicação plausível do significado da data e de sua representação perante o contexto filosófico-científico-moral da Doutrina Espírita.

Deve-se comemorar a Páscoa? Que tipo de celebração, evento ou homenagem é permitida nas instituições espíritas? Como o Espiritismo visualiza o acontecimento da paixão, crucificação, morte e ressurreição de Jesus? Em linhas gerais, as instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para “marcar” a data, como fazem as demais religiões ou filosofias “cristãs”. Todavia, o sentimento de religiosidade que é particular de cada ser-Espírito, é, pela Doutrina Espírita, respeitado, de modo que qualquer manifestação pessoal ou, mesmo, coletiva, acerca da Páscoa não é proibida, nem desaconselhada.

O certo é que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo. Assim, como as pessoas, via de regra, são lembradas, em nossa cultura, pelo que fizeram e reverenciadas nas datas principais de sua existência corpórea (nascimento e morte), é absolutamente comum e verdadeiro lembrarmo-nos das pessoas que nos são caras ou importantes nestas datas. Não há, francamente, nenhum mal nisso. Mas, como o Espiritismo não tem dogmas, sacramentos, rituais ou liturgias, a forma de encarar a Páscoa (ou a Natividade) de Jesus, assume uma conotação bastante peculiar. Antes de mencionarmos a significação espírita da Páscoa, faz-se necessário buscar, no tempo, na História da Humanidade, as referências ao acontecimento.

A Páscoa, primeiramente, não é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus. Veja-se, por exemplo, no Evangelho de Lucas (cap. 22, versículos 15 e 16), a menção, do próprio Cristo, ao evento: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes da minha paixão. Porque vos declaro que não tornarei a comer, até que ela se cumpra no Reino de Deus.” Evidente, aí, a referência de que a Páscoa já era uma “comemoração”, na época de Jesus, uma festa cultural e, portanto, o que fez a Igreja foi “aproveitar-se” do sentido da festa, para adaptá-la, dando-lhe um novo significado, associando-o à “imolação” de Jesus, no pós-julgamento, na execução da sentença de Pilatos.

Historicamente, a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos, e alimentada pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”, uma dança cultural, representando a vida dos povos nômades, numa fase em que a vinculação à terra (com a noção de propriedade) ainda não era flagrante. Também estava associada à “festa dos ázimos”, uma homenagem que os agricultores sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual saciavam a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento bíblico denominado “êxodo” (fuga do povo hebreu do Egito), em torno de 1441 a.C., passaram a ser reverenciadas juntas. É esta a Páscoa que o Cristo desejou comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia. Logo após a celebração, foram todos para o Getsêmani, onde os discípulos invigilantes adormeceram, tendo sido o palco do beijo da traição e da prisão do Nazareno.

Mas há outros elementos “evangélicos” que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações religiosas apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e o domingo de páscoa. Os primeiros relacionam-se ao “martírio”, ao sofrimento de Jesus – tão bem retratado neste último filme hollyodiano (A Paixão de Cristo, segundo Mel Gibson) –, e os últimos, à ressurreição e a ascensão de Jesus. No que concerne à ressurreição, podemos dizer que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da mantença da estrutura corporal do Cristo, no post-mortem, situação totalmente rechaçada pela ciência, em virtude do apodrecimento e deterioração do envoltório físico. As Igrejas cristãs insistem na hipótese do Cristo ter “subido aos Céus” em corpo e alma, e fará o mesmo em relação a todos os “eleitos” no chamado “juízo final”. Isto é, pessoas que morreram, pelos séculos afora, cujos corpos já foram decompostos e reaproveitados pela terra, ressurgirão, perfeitos, reconstituindo as estruturas orgânicas, do dia do julgamento, onde o Cristo, separá justos e ímpios.

A lógica e o bom-senso espíritas abominam tal teoria, pela impossibilidade física e pela injustiça moral. Afinal, com a lei dos renascimentos, estabelece-se um critério mais justo para aferir a “competência” ou a “qualificação” de todos os Espíritos. Com “tantas oportunidades quanto sejam necessárias”, no “nascer de novo”, é possível a todos progredirem. Mas, como explicar, então as “aparições” de Jesus, nos quarenta dias póstumos, mencionadas pelos religiosos na alusão à Páscoa? A fenomenologia espírita (mediúnica) aponta para as manifestações psíquicas descritas como mediunidades. Em algumas ocasiões, como a conversa com Maria de Magdala, que havia ido até o sepulcro para depositar algumas flores e orar, perguntando a Jesus – como se fosse o jardineiro – após ver a lápide removida, “para onde levaram o corpo do Rabino”, podemos estar diante da “materialização”, isto é, a utilização de fluido ectoplásmico – de seres encarnados – para possibilitar que o Espírito seja visto (por todos). Igual circunstância se dá, também, no colóquio de Tomé com os demais discípulos, que já haviam “visto” Jesus, de que ele só acreditaria, se “colocasse as mãos nas chagas do Cristo”.

E isto, em verdade, pelos relatos bíblicos, acontece. Noutras situações, estamos diante de uma outra manifestação psíquica conhecida, a mediunidade de vidência, quando, pelo uso de faculdades mediúnicas, alguém pode ver os Espíritos.

A Páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos “nossos” pecados, numa alusão descabida de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”, dos nossos próprios erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em especial, os “bíblicos” Adão e Eva, no Paraíso. A presença do “cordeiro imolado”, que cumpre as profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e violência contra o “filho de Deus”, está flagrantemente aposta em todas as igrejas, nos crucifixos e nos quadros que relatam – em cores vivas – as fases da via sacra. Esta tradição judaico-cristã da “culpa” é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a Páscoa espírita, se é que esta última existe.
Em verdade, nós espíritas devemos reconhecer a data da Páscoa como a grande – e última lição – de Jesus, que vence as iniqüidades, que retorna triunfante, que prossegue sua cátedra pedagógica, para asseverar que “permaneceria eternamente conosco”, na direção bussolar de nossos passos, doravante.

Nestes dias de festas materiais e/ou lembranças do sofrimento do Rabi, possamos nós encarar a Páscoa como o momento de transformação, a Vera evocação de liberdade, pois, uma vez despojado do envoltório corporal, pôde Jesus retornar ao Plano Espiritual para, de lá, continuar “coordenando” o processo depurativo de nosso orbe. Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa ela ser encarada por nós, espíritas, como a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.

Nesta Páscoa, assim, quando estiveres junto aos teus mais caros, lembra-te de reverenciar os belos exemplos de Jesus, que o imortalizam e que nos guiam para, um dia, também estarmos na condição experimentada por ele, qual seja a de “sermos deuses”, “fazendo brilhar a nossa luz”. Comemore, então, meu amigo, uma “outra” Páscoa. A sua Páscoa, a da sua transformação, rumo a uma vida plena.

Texto: Visão Espírita da Páscoa
Por: Marcelo Henrique

                                                                       Abraços  Fraternos


                                                                          O    AUTOR